CPA - 35 anos
35 anos de CPA: um sopro de velas ao serviço à comunidade
Depois de muitas mudanças, o Centro de Psicologia Aplicada se consolida no campus da Unesp - Bauru como Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Em 2008 o CPA comemorou 35 anos de existência. Se fosse um casamento, seria Bodas de Coral. Uma união entre formação acadêmica, pesquisa e extensão, aplicação de conhecimento e prestação de serviços à comunidade são
os pontos que caracterizam essa instituição.
Em 1973, o Centro de Psicologia Aplicada iniciou suas atividades ainda na extinta Fundação Educacional de Bauru, a FEB, para organizar atividades de estágio que eram obrigatórias para os alunos. A professora aposentada Dra. Célia Isabel Bento Maia, que já foi aluna, coordenadora e supervisora do CPA, acompanhou a unidade desde o surgimento: “Como aluna de primeira turma, não contávamos com o CPA até o 4º ano de Psicologia. Só no 5º ano, em 1973, portanto, tivemos a instituição, instalada em uma residência alugada e adaptada para funcionar como centro de estágios e supervisões, destinada a atendimentos clínicos.”
Localizada no centro de Bauru, as áreas atendidas eram: Psicologia Clínica, Escolar, Excepcional (denominação da época a portadores de necessidades especiais) e Industrial (atendimentos individuais e de grupo para instituições e empresas).
Desde o início dos trabalhos o CPA priorizou o atendimento à comunidade carente para, além de possibilitar o acesso àqueles que não podem pagar uma clínica particular, difundir o trabalho dos psicólogos e sua importância para a sociedade. "O Centro é importante para a integração da Faculdade de Ciências com a comunidade como também para a formação dos alunos”, comenta
Durante sua história teve parcerias com a SORRI, o Detran e a Prefeitura de Bauru. Este último convênio, em 1987, criou-se o NAPS, Núcleo de Apoio Psico-Social. O NAPS era uma alternativa ao sistema de saúde mental tradicional que isolava o paciente em sanatórios. A proposta era a de a integração social: o paciente ficava em tratamento durante o dia, no NAPS, e à noite voltava para a casa dos familiares. A parceria, que durou dois anos, foi um importante aprendizado responsável por reflexões acerca da necessidade de acabar com o tratamento excludente dado aos portadores de doença mental.
A partir da incorporação da Universidade de Bauru, UB, pela UNESP, em 1988, a preocupação com o desenvolvimento de pesquisas e projetos de extensão aumentou. Quase dez anos mais tarde, após inúmeras tentativas, a sede do CPA foi construída no campus da Unesp, onde funciona até hoje.
A estruturação do prédio possibilitou um ambiente mais adequado para o trabalho dos estagiários e o atendimento à comunidade. Dividido em duas partes –Administração/ Supervisão e Atendimentos–, o Centro conta com salas específicas para reuniões, estudos, atendimento individual e atendimento em grupo, dentre outras.
Porém, mesmo com a melhoria, a ampliação deste espaço físico constitui uma das principais metas do Centro. E para atingir tal objetivo, é preciso melhorar o próprio ambiente: aumentar o espaço, ter um maior número de salas de supervisão e de atendimento, de funcionários e uma equipe que possa fazer um amplo atendimento, não somente na área de Psicologia, mas também de Serviço Social, Pedagogia, Fonoaudiologia.
Lar, doce lar
Durante seus 35 anos, o CPA teve várias sedes. Algumas vezes foram usados imóveis residenciais alugados que não ofereciam uma estrutura adequada para os trabalhos e atendimentos.
Apenas em janeiro de 1997 que o CPA ganhou instalação própria, o prédio dentro do campus da Unesp, onde funciona até hoje. A construção foi o resultado de anos de luta. A princípio, a distância do campus para a cidade poderia ser um obstáculo para os assistidos. Entretanto, isso não foi um problema e os atendimentos continuaram normalmente.
Além da nova sede, o CPA também ganhou novos móveis com a ajuda de verbas da Reitoria e equipamentos com o auxilio da FAPESP por meio de cursos oferecidos para pessoal externo como os cursos de “Educação Inclusiva” e “Psicologia da Saúde”.
O CPA também recebeu doações de empresas e aos poucos o centro foi se transformando no que é hoje.
Contato direto com a sociedade
A busca pelo aperfeiçoamento do trabalho faz parte da rotina dos integrantes, com objetivo de estabelecer uma melhoria contínua do rendimento. Uma das prioridades atuais do CPA é aprimorar a comunicação interna e externa. Com isso, é estabelecida uma relação bidirecional, na qual clientes, professores e estagiários podem fazer suas reclamações, elogios, dar sugestões, tirar dúvidas e obter um retorno quanto aos seus questionamentos.
Como uma alternativa prática e eficiente, surgiu, em 2007, a Ouvidoria, que possibilita aos clientes e estudantes se expressarem por meio de um formulário (por e-mail ou pessoalmente com a coordenadoria) e obterem suas respostas por meio de carta ou e-mail.
Além disso, há uma atenção dedicada especialmente aos estagiários, que recebem um formulário específico sobre informações do local, o código de ética e o regulamento do CPA, com a finalidade de mantê-los cada vez mais próximos do trabalho realizado. E o estreitamento da relação universidade/sociedade faz-se necessário: eventos como o “Fórum sobre Formação em Psicologia”, “Conversando sobre Práticas em Psicologia” e “Café Cultural” são alguns dos exemplos já concretizados que estimulam o conhecimento e a aproximação entre as pessoas.
O trabalho é coletivo, a dedicação é essencial e o retorno é nítido. Retorno este não apenas aos clientes, que procuram o Centro em busca de melhorias, mas também aos estudantes e profissionais envolvidos, que obtêm crescimento pessoal e profissional.
Publicado em: 02/10/2009 14:34:48
Atualizado em: 03/02/2010 14:53:32
Por: Sabrina Prenhanca
(1441 visualizações)